Extrema direita ganha espaço no Senado da França com recorde de cadeiras da história de sigla de Le Pen e aliados
27/09/2026
(Foto: Reprodução) Extrema direita da França comemora maior bancada de sua história no Senado
O partido de extrema direita francês Reunião Nacional (RN) e seus aliados conquistaram neste domingo (28) um recorde de 14 cadeiras no Senado, e multiplicaram por quatro seu número de representantes nessa câmara, antes das eleições presidenciais do ano que vem.
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O partido entrou pela primeira vez no Senado, de 384 cadeiras, em 2014, com 2 senadores, quando ainda se chamava Frente Nacional. Em 2023, conquistou 3 cadeiras.
Os senadores franceses são escolhidos por representantes políticos eleitos. O processo é realizado a cada três anos, quando são eleitos os senadores de metade da câmara, para um mandato de seis anos.
A líder da extrema direita e candidata à Presidência pelo RN, Marine Le Pen, declarou no X que "trata-se de uma vitória histórica e um marco importante, com a formação de um grupo no Senado pela primeira vez".
Plenário do Senado da França, em Paris
Bertrand Guay/AFP
Nove senadores do RN foram eleitos hoje, além dos três que conquistaram suas cadeiras em 2023. Outros dois foram eleitos pelas listas do União da Direita para a República (UDR). O presidente do RN, Jordan Bardella, afirmou que os senadores de seu partido formarão um grupo com os aliados do UDR.
Nas eleições legislativas antecipadas de 2024, o RN emergiu como maior partido na câmara baixa do Parlamento, a Assembleia Nacional, porém muito distante da maioria absoluta.
Pesquisas apontam Marine Le Pen como favorita para suceder ao presidente francês, Emmanuel Macron, de centro-direita, que já terá cumprido o limite de dois mandatos consecutivos.