Obra do alenquerense Benedicto Monteiro compõe o pavilhão paraense na Bienal de Arquitetura

  • 07/04/2026
(Foto: Reprodução)
Arquiteta Tuane Costa com o livro Verde Vagomundo Ana Lu Rocha Relançado em 2025 pela Editora Pública Dalcídio Jurandir da Imprensa Oficial do Estado, a obra "Verde Vagomundo", do alenquerense Benedicto Monteiro, compõe o cenário do pavilhão paraense na primeira edição da Bienal Brasileira de Arquitetura, que acontece de 26 de março a 30 de abril, em São Paulo. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A obra "Verde Vagomundo" foi escrita na prisão, em 1964, quando o autor, então deputado federal no Pará, sofreu perseguição política. Ao embarcar num avião em fuga para Alenquer, sua cidade natal, a fim de não ser morto, Benedicto Monteiro observou a infinitude do céu e encontrou inspiração para escrever Verde Vagomundo. De acordo com o historiador Aldrin Figueiredo, inicialmente o escritor pensou em fazer uma tese linguística de mestrado. "Ele faz uma longa pesquisa, uma longa investigação contando as histórias, relatos e memórias de pessoas do Baixo Amazonas, em especial, de Alenquer, sua terra natal". Acontece que por questões políticas e o próprio golpe de 64, a casa dele foi invadida, o material de pesquisa foi roubado, a biblioteca dele foi totalmente saqueada. Foi então que Benedicto teve a ideia de pegar a sua memória de infância e também as investigações guardadas na memória. E ele então transformou uma tese que seria de linguística para um romance. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O texto todo é baseado na palavra, na semântica. Ele apresenta uma Amazônia a partir dos termos, dos usos, do vocabulário. Verde Vagomundo também tem uma base histórica", destacou Aldrin Figueiredo. Bienal de Arquitetura O evento inédito reúne, em um único espaço, a diversidade de olhares, territórios e modos de habitar do País. O pavilhão paraense, intitulado “Caminho dos Rios”, traduz, com sensibilidade e profundidade, a memória, os territórios e os saberes ancestrais do Pará, revelando a potência dos fazeres amazônicos em uma narrativa espacial fluida, onde os rios se tornam estrutura e linguagem. O espaço homenageia a cultura paraense, em um ambiente que reúne artistas e referências locais, como Fafá de Belém, Benedicto Monteiro e outros. O livro "Verde Vagomundo" compõe o cenário aparecendo na mesa do escritório da “casa paraense”. “Em 2025, mergulhei no livro 'Verde Vagomundo', que foi uma grande inspiração para a criação da cenografia e da arquitetura da 'Varanda de Nazaré', realizada pelo Studio Tuca. Esse livro chegou até mim através da cantora Fafá de Belém — e, como essa casa paraense também foi pensada para ela, isso tornou a presença dessa obra ainda mais simbólica", contou a responsável pelo Pavilhão Pará na Bienal de Arquitetura Brasileira, Tuane Costa. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

FONTE: https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2026/04/07/obra-do-alenquerense-benedicto-monteiro-compoe-o-pavilhao-paraense-na-bienal-de-arquitetura.ghtml


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